Como escolher o processo de tratamento de superfície para fixadores?

Quase todos os fixadores são feitos de aço carbono e aço liga, e espera-se que os fixadores em geral impeçam a corrosão. Além disso, o revestimento do tratamento de superfície deve aderir firmemente.

Em relação ao tratamento de superfície, geralmente priorizamos a estética e a proteção contra corrosão, mas a principal função dos fixadores é a união por aperto, e o tratamento de superfície também influencia significativamente o desempenho da fixação. Portanto, ao selecionar o tratamento de superfície, devemos considerar também o fator de desempenho da fixação, ou seja, a consistência do torque de instalação e da pré-carga.

1. Galvanoplastia

A galvanoplastia de fixadores consiste na imersão da parte do fixador a ser galvanizada em uma solução aquosa específica, contendo compostos metálicos depositados. Ao passar pela solução aquosa sob corrente elétrica, as substâncias metálicas presentes na solução precipitam e aderem à parte imersa do fixador. A galvanoplastia de fixadores geralmente inclui galvanização, cobreação, níquel, cromo, liga de cobre-níquel, etc.

2. Fosfatização

A fosfatização é mais barata que a galvanização, porém sua resistência à corrosão é inferior. Existem dois métodos de fosfatização comumente usados ​​para fixadores: a fosfatização com zinco e a fosfatização com manganês. A fosfatização com zinco possui melhor propriedade lubrificante que a fosfatização com manganês, e esta última apresenta melhor resistência à corrosão e ao desgaste que a galvanização com zinco. A fosfatização é utilizada em produtos como parafusos e porcas de bielas de motores, cabeçotes de cilindro, mancais principais, parafusos de volante, parafusos e porcas de rodas, etc.

3. Oxidação (escurecimento)

O processo de escurecimento seguido de lubrificação é uma técnica popular para revestimento de fixadores industriais, pois é a mais barata e apresenta boa aparência antes do consumo de combustível se esgotar. Como o escurecimento praticamente não oferece resistência à ferrugem, a peça enferrujará logo após a remoção do óleo. Mesmo na presença de óleo, o teste de névoa salina neutra dura apenas de 3 a 5 horas.

4. Zincagem a quente

A galvanização a quente é um revestimento por difusão térmica no qual o zinco é aquecido até se tornar líquido. Sua espessura varia de 15 a 100 μm e não é fácil de controlar, mas possui boa resistência à corrosão, sendo frequentemente utilizada na engenharia. Devido à temperatura do processo de galvanização a quente (340-500 °C), não pode ser utilizada em fixadores acima da classe 10.9. O custo da galvanização a quente de fixadores é superior ao da galvanoplastia.

5. Impregnação de zinco

A impregnação com zinco é um revestimento metalúrgico sólido por difusão térmica de pó de zinco. Apresenta boa uniformidade, permitindo a obtenção de camadas homogêneas em roscas e furos cegos. A espessura do revestimento varia de 10 a 110 μm, com erro controlado em até 10%. Sua resistência de adesão e desempenho anticorrosivo com o substrato são superiores aos demais revestimentos de zinco (galvanização eletrolítica, galvanização a quente e dacromet). Seu processo de fabricação é livre de poluentes e o mais ecológico. Se desconsiderarmos o cromo e a proteção ambiental, é, na verdade, a opção mais adequada para fixadores de alta resistência com elevados requisitos anticorrosivos.

O principal objetivo do tratamento superficial de fixadores é conferir-lhes capacidade anticorrosiva, aumentando assim a sua confiabilidade e adaptabilidade.


Data da publicação: 08/12/2022